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terça-feira, 21 de maio de 2013

Na direção certa! - Fazendo uma bússola caseira usando agulha de costura e rolha de cortiça


Fonte: http://nenempoemaecultura.blogspot.com.br/2011/04/22-de-abril-dia-do-planeta-terra.html

Certamente você já ouviu falar do sistema de posicionamento global, popularmente conhecido como GPS (Global Positioning System, ou, em português, geo-posicionamento por satélite). É um sistema de navegação por satélite que fornece a um aparelho receptor móvel a posição do mesmo, assim como a informação horária, a qualquer momento, sob quaisquer condições atmosféricas e em qualquer lugar da Terra, desde que o receptor esteja no campo de visão de quatro satélites GPS.

Podemos facilmente encontrar o sistema em aparelhos usados em veículos, telefones celulares e diversos equipamentos que já estão integrados ao nosso dia-a-dia. Portanto, em nossos dias atuais, é extremamente fácil traçar rotas sejam para veículos terrestres, marítimos ou aéreos (sendo que, neste último caso, deve-se levar em conta também a altitude). Mas você já se perguntou como antes de toda essa tecnologia os marinheiros de antigamente faziam para tomar a direção certa de navegação? Pois bem, nesse caso, os antigos tinham à sua disposição alguns "truques" permitidos por condições geográficas e astronômicas. 

Quando um navegador pretendia levar um navio de um lugar para outro, seu problema principal era o de conhecer o rumo que tinha que seguir e saber determinar, num dado momento, a posição do navio. Se o navegador determinava a posição do navio buscando os sinais para a sua orientação na costa, dizia-se que fazia navegação costeira. Se determinava a posição do navio em relação a outra posição anterior já conhecida, usando processos simples com mapas, sem usar de observações astronômicas, fazia navegação estimada. Finalmente, quando usava da observação dos astros e por meio deles calculava a posição do navio, fazia navegação astronômica. No entanto, para muitos do métodos de navegação, era necessário o auxílio de outros instrumentos náuticos. Alguns destes, conhecidos desde a Antiguidade, foram então aperfeiçoados pelos navegadores portugueses, como é o caso do astrolábio, da balestilha, da ampulheta, do quadrante e finalmente da bússola.

Você também pode fazer sua própria bússola caseira, de maneira bastante simples, e quem sabe até se orientar por ela! Vamos ao trabalho.

Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/bussola.htm



OBS.: Este experimento só deve ser feito por adultos ou por menores sob a supervisão de um adulto. Deve-se tomar cuidado na manipulação para evitar acidentes.


O que você vai precisar:

- agulha de costura

- rolha de cortiça

- faca

- vasilhame (ou prato) com água

- imã (quanto mais forte, melhor)

- fita adesiva



Como fazer:

- Primeiro, corte uma rodela da rolha de cortiça com aproximadamente um centímetro de altura.

- Pegue a agulha, e por cerca de um minuto, raspe sua ponta fina no imã.

Fixe a agulha na parte superior da rodela de cortiça utilizando um pedaço da fita adesiva, e ponha para flutuar no vasilhame com água. Observe o que acontece.


O que você deve ver:

Você deverá observar que a agulha irá girar até que sua ponta imantada aponte para o norte.


Alguns pontos interessantes de reflexão após a realização deste experimento são:

A bússola foi o instrumento mais importante da "Era dos Descobrimentos" da navegação. Ela consegue indicar os pólos magnéticos da Terra. Para entender melhor como ela funciona, vamos primeiro entender o que são os pólos magnéticos.

Os pólos geográficos são determinados em função do movimento de rotação da Terra, enquanto os pólos magnéticos são resultado do campo magnético gerado pelo movimento do metal fundido do núcleo externo em torno do núcleo metálico sólido da Terra (veja a figura a seguir).


Representação dos pólos magnéticos e geográficos da Terra. Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/07/16/o-que-e-o-que-e-8/



No entanto, pela convenção física, o pólo magnético norte estaria situado no sul da Terra e vice-versa. Ou seja, isso sempre causa uma certa confusão... Para evitar a confusão frequente quanto à nomenclatura dos pólos, convencionou-se chamar de pólo norte magnético o pólo que está próximo ao pólo norte geográfico, o mesmo ocorrendo com o pólo sul. Assim, o pólo norte magnético (convencionado, mas não o real) ficou determinado como aquele que está no hemisfério norte.

E foi usando esse princípio que os chineses inventaram a bússola, e os europeus então se lançaram às grandes navegações. Como a bússola aponta sempre para o pólo norte magnético (que seria o pólo sul magnético real), e portanto, para a direção aproximada do pólo norte geográfico, ela era e ainda é um instrumento extremamente importante e às vezes indispensável ao navegador. 


rosa-graduada
Fonte: http://trekkingbrasil.com/orientacao-com-bussola-e-mapa-parte-1/


As bússolas são geralmente compostas por uma agulha magnetizada, colocada num plano horizontal e suspensa por seu centro de gravidade de maneira que possa girar livremente, e cuja ponta imantada aponta sempre para o pólo norte magnético e, dessa maneira, de modo aproximado, para o norte geográfico. Dessa maneira, os navegadores podiam utilizá-la para ajudar a determinar o curso a tomar, com relação ao norte. E agora, você também pode se orientar por sua bússola!